{"id":197294,"date":"2021-09-17T10:19:24","date_gmt":"2021-09-17T13:19:24","guid":{"rendered":"https:\/\/eephcfmusp.org.br\/portal\/online\/?p=197294"},"modified":"2025-07-23T15:35:11","modified_gmt":"2025-07-23T18:35:11","slug":"manifestacoes-neurologicas-de-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hcxfmusp.org.br\/portal\/manifestacoes-neurologicas-de-covid-19\/","title":{"rendered":"Manifesta\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas de Covid-19: entenda os efeitos"},"content":{"rendered":"
A pandemia do novo coronav\u00edrus j\u00e1 passa de um ano e meio de dura\u00e7\u00e3o, e descobertas diversas continuam surgindo entre os pesquisadores, especialmente sobre as muta\u00e7\u00f5es do v\u00edrus, sintomas, sequelas e at\u00e9 manifesta\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas de Covid-19<\/strong>.<\/span><\/p>\n Muitos pacientes contaminados tiveram manifesta\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas de Covid-19, <\/strong>como a s\u00edndrome de Guillain-Barr\u00e9, encefalomielite disseminada aguda (ADEM), acidente vascular cerebral isqu\u00eamico (AVC), trombose venosa cerebral e crises epil\u00e9pticas.<\/span><\/p>\n \u201cComo a Covid-19 se tornou muito comum, \u00e9 dif\u00edcil dizer o quanto a doen\u00e7a realmente causa essas altera\u00e7\u00f5es, ou se algumas dessas associa\u00e7\u00f5es s\u00e3o coincid\u00eancias. Nosso conhecimento tamb\u00e9m foi mudando com o tempo. No in\u00edcio da pandemia, havia muita preocupa\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 incid\u00eancia de meningoencefalite aguda, o que hoje sabemos que \u00e9 muito incomum\u201d, explica Dr. Bruno Fukelmann Guedes, neurologista do grupo de neurologia de emerg\u00eancia e do grupo de neuroinfec\u00e7\u00f5es do HCFMUSP<\/a>.<\/span><\/p>\n Pacientes com Covid-19 podem desencadear AVC porque a infec\u00e7\u00e3o altera os sistemas de coagula\u00e7\u00e3o e, consequentemente, pode levar a altera\u00e7\u00f5es card\u00edacas e tromboses.<\/span><\/p>\n \u201cOs verdadeiros desafios que vivemos na pandemia ocorreram pela dificuldade de diagn\u00f3stico, por v\u00e1rios motivos: o medo de ir ao hospital manteve pacientes com AVC leve em casa e sem investiga\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, muitos pacientes tiveram AVC durante interna\u00e7\u00e3o com v\u00e1rios outros problemas, como intuba\u00e7\u00e3o e seda\u00e7\u00e3o, o que tornou o diagn\u00f3stico mais dif\u00edcil e, infelizmente, tardio em muitos casos\u201d, aponta Dr. Bruno.<\/span><\/p>\n O especialista tamb\u00e9m relata que, em muitas partes do mundo, foram apontados casos de AVC que n\u00e3o tiveram suas causas esclarecidas \u2013 o que pode ser consequ\u00eancia de todos esses fatores.<\/span><\/p>\n Essa \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o autoimune que atinge os nervos do paciente, afetando os m\u00fasculos e os membros inferiores e superiores. A s\u00edndrome costuma se desencadear ap\u00f3s um caso de infec\u00e7\u00e3o, como o de gripe.<\/span><\/p>\n \u201cDesde o in\u00edcio da pandemia, foram relatados in\u00fameros casos de s\u00edndrome de Guillain-Barr\u00e9<\/a><\/span> <\/strong>em pacientes contaminados e ap\u00f3s a Covid-19, o que deu a impress\u00e3o de que a incid\u00eancia de casos teria aumentado muito, mas isso ainda \u00e9 incerto. Enquanto na It\u00e1lia foi reportado um aumento no n\u00famero de casos (comparado com anos anteriores), o mesmo n\u00e3o aconteceu em um grande estudo no Reino Unido. No Brasil, ainda n\u00e3o temos dados confi\u00e1veis\u201d, afirma Dr. Bruno.<\/span><\/p>\n Al\u00e9m de manifesta\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas de Covid-19<\/strong>, houve relatos de s\u00edndrome de Guillain-Barr\u00e9 ap\u00f3s a vacina\u00e7\u00e3o, at\u00e9 mesmo no Brasil, de acordo com a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (ANVISA)<\/a>. O efeito adverso \u00e9 raro, mas a ANVISA j\u00e1 solicitou aos fabricantes dos imunizantes AstraZeneca, Janssen e CoronaVac que incluam o alerta nas bulas das vacinas.<\/span><\/p>\n Tamb\u00e9m vale refor\u00e7ar que a imuniza\u00e7\u00e3o segue em recomenda\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que ajuda a diminuir os casos graves e risco de \u00f3bito.<\/span><\/p>\n Em 2020, a rotina da neurologia de emerg\u00eancia mudou muito. Em pronto-atendimentos de hospitais secund\u00e1rios e da sa\u00fade suplementar, o n\u00famero de casos por doen\u00e7as benignas, como enxaqueca, vertigem e formigamentos, diminuiu drasticamente.<\/span><\/p>\n Alguns servi\u00e7os, inclusive, suspenderam os atendimentos de neurologia no pronto-socorro – as estruturas hospitalares foram realocadas para o acolhimento dos casos de Covid-19, mas outras manifesta\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas<\/strong> graves continuavam surgindo.<\/span><\/p>\n \u201cContinuar assistindo bem os pacientes neurol\u00f3gicos, apesar dessas dificuldades, foi o verdadeiro desafio da pandemia para n\u00f3s. Com a baixa no n\u00famero de casos novos, estamos lentamente retomando os padr\u00f5es da era pr\u00e9-Covid\u201d, conta Dr. Bruno.<\/span><\/p>\nPor que ocorrem manifesta\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas de Covid-19?<\/strong><\/span><\/h2>\n
S\u00edndrome de Guillain-Barr\u00e9 e Covid-19<\/strong><\/span><\/h2>\n
Neurologia na Emerg\u00eancia em tempos de Covid<\/strong><\/span><\/h2>\n
Curso de Emerg\u00eancias Neurol\u00f3gicas<\/span><\/strong><\/span><\/h3>\n