{"id":308165,"date":"2023-11-07T17:00:17","date_gmt":"2023-11-07T20:00:17","guid":{"rendered":"https:\/\/eephcfmusp.org.br\/portal\/online\/?p=308165"},"modified":"2025-07-23T13:22:17","modified_gmt":"2025-07-23T16:22:17","slug":"depressao-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hcxfmusp.org.br\/portal\/depressao-infantil\/","title":{"rendered":"Depress\u00e3o infantil: como identificar o transtorno em crian\u00e7as e adolescentes?"},"content":{"rendered":"
A depress\u00e3o \u00e9 um dos transtornos mentais mais comuns e\u00a0<\/span>atinge mais de 300 milh\u00f5es de pessoas no mundo<\/span><\/a>. Esse dado engloba todas as idades, ou seja, as crian\u00e7as tamb\u00e9m fazem parte deste quadro.<\/span><\/span><\/p>\n A <\/span>depress\u00e3o infantil<\/b> \u00e9 uma realidade de dif\u00edcil identifica\u00e7\u00e3o, muitas vezes sendo confundida com <\/span>ansiedade<\/span><\/a> e <\/span>Transtorno do D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o com Hiperatividade<\/span><\/a>. Al\u00e9m disso, nem sempre a crian\u00e7a consegue expressar o que realmente sente, fazendo com que o reconhecimento da patologia seja delicado.<\/span><\/span><\/p>\n Segundo estudo realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (FMUSP), 36% dos jovens no Brasil, entre 5 e 17 anos, apresentaram sintomas de depress\u00e3o durante a pandemia.<\/a> Os resultados vieram por meio de um levantamento online; diante da grande falta de acesso \u00e0 internet, essa taxa pode ser ainda maior.<\/span><\/p>\n A <\/span>depress\u00e3o infantil<\/b> \u00e9 uma <\/span>altera\u00e7\u00e3o de humor de repercuss\u00e3o global <\/span><\/a>sobre o indiv\u00edduo, em termos de pensamento e capacidade cognitiva. Nesse processo, a crian\u00e7a tem preju\u00edzo emocional, com pouco \u00e2nimo, uma vis\u00e3o negativa do mundo e comportamentos condizentes com falta de energia, prazer e busca por situa\u00e7\u00f5es agrad\u00e1veis.<\/span><\/span><\/p>\n Antes da puberdade, essa condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade acomete 1% do p\u00fablico; at\u00e9 os 18 anos, esse n\u00famero sobe para 20%. Os epis\u00f3dios depressivos s\u00e3o desencadeados por algum fator externo, como situa\u00e7\u00f5es familiares, e tamb\u00e9m biol\u00f3gico, como suscetibilidade gen\u00e9tica. Todos eles interagem entre si e levam \u00e0 <\/span>depress\u00e3o infantil<\/b>, que altera o funcionamento do c\u00e9rebro. \u201cUma crian\u00e7a que j\u00e1 tem um temperamento, desde muito cedo, mais t\u00edmido, mais introvertido e com dificuldade para resolver problemas, por exemplo. Essas quest\u00f5es cognitivas e de temperamento na inf\u00e2ncia, que tamb\u00e9m podem ser expostas a situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia, como bullying, tornam algu\u00e9m mais sens\u00edvel para ser acometido\u201d, exemplifica o Dr. Guilherme Polanczyk, chefe do servi\u00e7o e professor associado de Psiquiatria da Inf\u00e2ncia e Adolesc\u00eancia na FMUSP.<\/span><\/span><\/p>\n Os pais devem se atentar \u00e0s mudan\u00e7as de comportamento para diferenciar os casos de cansa\u00e7o corriqueiro, por exemplo, de situa\u00e7\u00f5es que precisam de interven\u00e7\u00e3o profissional. A crian\u00e7a passa por altera\u00e7\u00f5es do funcionamento do pr\u00f3prio corpo, como falta de apetite, ins\u00f4nia, falta de energia e mudan\u00e7as de pensamento, deixa de ter perspectiva sobre o futuro e \u00e9 acometida por tristeza profunda. Al\u00e9m disso, ela adquire problemas escolares, baixa autoestima, agressividade e medo excessivo.<\/span><\/p>\n A <\/span>depress\u00e3o infantil<\/b> \u00e9 tratada de acordo com o seu grau de intensidade. Em situa\u00e7\u00f5es mais leves, somente a psicoterapia \u00e9 eficaz; em casos moderados ou graves, ela deve ser associada com o tratamento medicamentoso.<\/span><\/span><\/p>\n Esse tipo de terapia pode ser realizado de duas formas: individual ou em fam\u00edlia. Al\u00e9m do cuidado com a crian\u00e7a, \u00e9 importante que os pais tamb\u00e9m analisem as suas pr\u00f3prias condi\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que o transtorno pode ser desencadeado por quest\u00f5es familiares e depress\u00e3o de uma das partes, por exemplo.\u00a0<\/span><\/p>\n Nesse sentido, a atua\u00e7\u00e3o de uma equipe multidisciplinar \u00e9 essencial, j\u00e1 que mais de uma especialidade pode contribuir com o tratamento \u2013 geralmente, s\u00e3o psic\u00f3logos, psiquiatras da inf\u00e2ncia e para os familiares, m\u00e9dicos, pediatras e assistentes sociais.<\/span><\/p>\n \u00c9 importante que o tratamento n\u00e3o seja desconsiderado e que tenha in\u00edcio assim que poss\u00edvel, pois a condi\u00e7\u00e3o afeta o desenvolvimento infantil at\u00e9 chegar \u00e0 idade adulta. Al\u00e9m de preju\u00edzos emocionais, h\u00e1 tamb\u00e9m preju\u00edzos sociais e de aprendizado.<\/span><\/p>\n O <\/span>HCX Fmusp<\/span><\/a> oferece o curso de <\/span>Especializa\u00e7\u00e3o Multidisciplinar em Psiquiatria da Inf\u00e2ncia e Adolesc\u00eancia \u2013 Sa\u00fade Mental<\/span><\/a> para os profissionais de enfermagem<\/a>, fonoaudiologia, psicopedagogia, terapia ocupacional<\/a> e psicologia.<\/span><\/span><\/p>\n Ele prepara o profissional para o manejo comportamental, cognitivo e emocional nos transtornos neuropsiqui\u00e1tricos na inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia. Com um corpo docente altamente qualificado, possibilita a experi\u00eancia pr\u00e1tica nas depend\u00eancias do HCFMUSP, de forma humanizada e com foco na sa\u00fade e qualidade de vida do paciente.<\/span><\/p>\nO que \u00e9 depress\u00e3o infantil?<\/b><\/span><\/h2>\n
Como tratar a depress\u00e3o infantil?<\/b><\/span><\/h2>\n
Especializa\u00e7\u00e3o em Psiquiatria da Inf\u00e2ncia e Adolesc\u00eancia<\/b><\/span><\/h2>\n