{"id":331384,"date":"2024-01-05T13:42:28","date_gmt":"2024-01-05T16:42:28","guid":{"rendered":"https:\/\/eephcfmusp.org.br\/portal\/online\/?p=331384"},"modified":"2026-02-13T08:49:25","modified_gmt":"2026-02-13T11:49:25","slug":"medico-especialista-em-dor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hcxfmusp.org.br\/portal\/medico-especialista-em-dor\/","title":{"rendered":"M\u00e9dico especialista em dor: o que \u00e9 e como se qualificar"},"content":{"rendered":"
A<\/span> dor cr\u00f4nica afeta pelo menos 30% da popula\u00e7\u00e3o brasileira<\/span><\/a>, representando um problema de sa\u00fade global. Neste cen\u00e1rio, o <\/span>m\u00e9dico especialista em dor \u00e9 essencial para reverter este quadro e amenizar o sofrimento dos pacientes.\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n \u201c<\/span>Dor cr\u00f4nica<\/span><\/a> \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o que mais compromete a qualidade de vida e sa\u00fade das pessoas\u201d, destaca a Dra. Lin Tchia Yeng, m\u00e9dica fisiatra e coordenadora do Centro de Dor do Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina da USP (<\/span>HCFMUSP<\/span><\/a>).<\/span><\/span><\/p>\n Mesmo assim, os curr\u00edculos oferecidos na maioria das institui\u00e7\u00f5es de ensino s\u00e3o insuficientes para lidar com o problema. \u201cOs profissionais de sa\u00fade n\u00e3o t\u00eam uma forma\u00e7\u00e3o adequada no manejo de pessoas com dor cr\u00f4nica, desde o diagn\u00f3stico at\u00e9 o tratamento. Portanto, \u00e9 necess\u00e1rio preencher a lacuna na forma\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de sa\u00fade\u201d, argumenta.<\/span><\/p>\n A medicina da dor \u00e9 uma especialidade voltada para o tratamento da dor cr\u00f4nica, e \u00e9 considerada relativamente recente em compara\u00e7\u00e3o com as outras \u00e1reas cl\u00e1ssicas da sa\u00fade. Ela sustenta que a dor cr\u00f4nica \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o m\u00e9dica em si, e n\u00e3o apenas um sintoma.<\/span><\/p>\n \u201cEssa especialidade surge de uma ideia anterior de que dor seria um sintoma de outras doen\u00e7as, mas na pr\u00e1tica, ela \u00e9 a respons\u00e1vel pela incapacidade e sofrimento na maioria dos pacientes\u201d, destaca o Dr. Gabriel Kubota, neurologista e coordenador do Centro de Dor do HCFMUSP e membro do grupo de cefaleias da Faculdade de Medicina da USP.<\/span><\/p>\n Dor cr\u00f4nica implica em qualquer tipo de dor persistente ou recorrente que dura mais de tr\u00eas meses. \u201cExistem v\u00e1rios tipos de dor cr\u00f4nica, incluindo neurop\u00e1tica, nocipl\u00e1stica e nociceptiva – s\u00e3o diversas categorias dentro dos casos de dor cr\u00f4nica\u201d, avalia o Dr. Gabriel.<\/span><\/p>\n O tratamento de pacientes com este quadro \u00e9 urgente e impacta diretamente nos custos do setor de sa\u00fade. A dor cr\u00f4nica \u00e9 muito prevalente, incapacitante e o seu tratamento \u00e9 caro. Por exemplo, no Brasil, h\u00e1 custos de cerca de <\/span>R$ 67 bilh\u00f5es em gastos no sistema de sa\u00fade<\/span><\/a>, por conta da queda de produtividade relacionada \u00e0 enxaqueca.<\/span><\/span><\/p>\n A atua\u00e7\u00e3o do especialista \u00e9 ampla e envolve diferentes especialidades. O mercado de trabalho apresenta uma demanda crescente por m\u00e9dicos especialistas em dor, dada a dificuldade no manejo desses pacientes.<\/span> Neste cen\u00e1rio, a demanda pelo profissional tem sido reconhecida tanto pelo setor p\u00fablico quanto pelo privado.<\/span><\/span><\/p>\n Os planos de sa\u00fade t\u00eam investido em ambulat\u00f3rios especializados para o tratamento da dor. \u201cEsses pacientes s\u00e3o muito custosos para o plano quando n\u00e3o recebem tratamento adequado, porque eles frequentemente buscam atendimento em pronto-socorro e realizam diversos exames\u201d, reconhece o Dr. Gabriel.\u00a0<\/span><\/p>\n No setor p\u00fablico, pode-se destacar a iniciativa da prefeitura de S\u00e3o Paulo que criou<\/span> n\u00facleos de especialidades com foco no tratamento da dor<\/span><\/a>.<\/span><\/span><\/p>\n A rotina do profissional na medicina da dor \u00e9 determinada pela \u00e1rea espec\u00edfica em que escolhe focar sua atua\u00e7\u00e3o.<\/span> Apesar disso, vale destacar que a especialidade \u201ctem uma atua\u00e7\u00e3o ambulatorial muito forte, sendo o aspecto mais destacado da especialidade, envolvendo consultas e procedimentos de baixa complexidade\u201d, exp\u00f5e o especialista.\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n Existem diversas possibilidades de atuar no tratamento da dor cr\u00f4nica, devido \u00e0 multidisciplinaridade necess\u00e1ria no cuidado ao paciente, que pode incluir terapeuta ocupacional, nutricionista, fisioterapeutas, entre outros.<\/span><\/p>\nO que \u00e9 medicina da dor?<\/b><\/span><\/h2>\n
O que \u00e9 dor cr\u00f4nica e quais s\u00e3o os tipos existentes?<\/b><\/span><\/h2>\n
Mercado de trabalho para o m\u00e9dico especialista em dor\u00a0<\/b><\/span><\/h2>\n
Como \u00e9 a rotina do m\u00e9dico especialista em dor?\u00a0<\/b><\/span><\/h2>\n
Como atuar na \u00e1rea?\u00a0<\/b><\/span><\/h2>\n