{"id":38400,"date":"2019-04-09T12:50:07","date_gmt":"2019-04-09T15:50:07","guid":{"rendered":"https:\/\/eephcfmusp.org.br\/portal\/online\/?p=38400"},"modified":"2026-02-20T10:30:02","modified_gmt":"2026-02-20T13:30:02","slug":"hipodermoclise-cuidados-prolongados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hcxfmusp.org.br\/portal\/hipodermoclise-cuidados-prolongados\/","title":{"rendered":"Hipoderm\u00f3clise: t\u00e9cnica subcut\u00e2nea \u00e9 aliada de cuidados prolongados"},"content":{"rendered":"

Inserir um cateter venoso em pacientes com c\u00e2ncer, cuidados prolongados ou idosos pode se tornar dif\u00edcil, pois com o longo tempo de interna\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ocorre a dificuldade de acesso vascular – e \u00e9 assim que a t\u00e9cnica de hipoderm\u00f3clise se torna uma via alternativa, simples e segura na assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade.<\/span><\/p>\n

O que \u00e9 Hipoderm\u00f3clise?<\/strong><\/span><\/h2>\n

Hipoderm\u00f3clise \u00e9 a administra\u00e7\u00e3o de fluidos e medicamentos por via subcut\u00e2nea, utilizada principalmente em pacientes paliativos ou com acesso venoso dif\u00edcil, diminuindo a dor e o estresse.\u00a0<\/span><\/p>\n

Apesar de simples, \u00e9 pouco conhecida pelos profissionais e por isso pouco utilizada. Por outro lado, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil de implementar; \u00e9 preciso obter o conhecimento do processo, saber o que pode infundir e os cuidados necess\u00e1rios para o manuseio e a aplica\u00e7\u00e3o de flu\u00eddos e medicamentos.<\/span><\/p>\n

Ao longo dos s\u00e9culos, a hipoderm\u00f3clise foi utilizada e deixou de ser, devido a dificuldade que se tinha em realizar a pr\u00e1tica corretamente. O primeiro registro de utiliza\u00e7\u00e3o foi durante a epidemia de c\u00f3lera na Europa, em 1827, na qual n\u00e3o se sabia como tratar pessoas com desidrata\u00e7\u00e3o. Uma das formas encontradas foi o uso dessa t\u00e9cnica, mas que logo depois foi abandonada \u2013 por uso inadequado. Foi s\u00f3 no come\u00e7o da d\u00e9cada de 1960 que ela passou a ser utilizada no Brasil.<\/span><\/p>\n

Wilson Pascoalino Camargo de Oliveira,\u00a0enfermeiro chefe da \u00e1rea semi-intensiva adulto e infantil do Hospital Auxiliar de Suzano, explica que as pessoas que precisam ficar hospitalizadas podem ter mais dificuldades de acesso vascular, entre outras necessidades espec\u00edficas \u2013 e o Hospital de Suzano \u00e9 justamente para estes pacientes, especializado em cuidados prolongados.<\/span><\/p>\n

\u201cPara pacientes que n\u00e3o conseguem ingerir l\u00edquidos e ficam muito tempo internado, a terapia intravenosa \u00e9 necess\u00e1ria, por\u00e9m se torna dif\u00edcil a medida que a interna\u00e7\u00e3o se prolonga, nesse caso, uma op\u00e7\u00e3o eficaz \u00e9 a infus\u00e3o de medicamentos e solu\u00e7\u00f5es no tecido subcut\u00e2neo.<\/span><\/p>\n

Para que serve a hipoderm\u00f3clise?<\/strong><\/span><\/h2>\n

\u00c9 considerada uma t\u00e9cnica alternativa \u00e0 via intravenosa. Entre suas principais finalidades est\u00e1 a hidrata\u00e7\u00e3o, controle de sintomas e conforto do paciente.\u00a0<\/span><\/p>\n

Segundo o Conselho Estadual de Enfermagem (Coren), a t\u00e9cnica \u00e9 indicada a pacientes com desidrata\u00e7\u00e3o leve ou moderada com uma ou mais das seguintes condi\u00e7\u00f5es:\u00a0<\/span><\/p>\n