apresenta evid\u00eancias de que o tratamento de condi\u00e7\u00f5es como depress\u00e3o e ansiedade em pacientes card\u00edacos reduz a taxa de re-hospitaliza\u00e7\u00e3o e a mortalidade cardiovascular.<\/span><\/span><\/p>Portanto, investir em psicologia hospitalar \u00e9 investir na efic\u00e1cia do desfecho cl\u00ednico. Al\u00e9m do cuidado mais humano, contribui para <\/span>melhores desfechos cl\u00ednicos e maior ades\u00e3o ao tratamento<\/b>.<\/span><\/span><\/p>A interven\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica hospitalar n\u00e3o \u00e9 apenas al\u00edvio emocional; ela \u00e9 estrat\u00e9gia para o paciente compreender seu estado ps\u00edquico e se tornar protagonista no seu tratamento.\u00a0<\/span><\/p>\u00a0<\/h2>O que faz um psic\u00f3logo hospitalar e quais s\u00e3o suas principais fun\u00e7\u00f5es?<\/b><\/span><\/h2>O psic\u00f3logo hospitalar <\/span>trabalha os impactos ps\u00edquicos causados pelo adoecimento e pela hospitaliza\u00e7\u00e3o<\/b>. Sua atua\u00e7\u00e3o acontece em diversas situa\u00e7\u00f5es, como:\u00a0<\/span><\/span><\/p>- Ades\u00e3o ao tratamento: auxiliar o paciente e a fam\u00edlia a entenderem o diagn\u00f3stico e trabalharem juntos para a ades\u00e3o do tratamento;\u00a0<\/span><\/li>
- Media\u00e7\u00e3o na comunica\u00e7\u00e3o: garantir que a comunica\u00e7\u00e3o entre a equipe m\u00e9dica, a fam\u00edlia e o paciente seja eficaz;\u00a0<\/span><\/li>
- Apoio \u00e0s fam\u00edlias: sustenta\u00e7\u00e3o do sil\u00eancio e da ang\u00fastia, em momentos de tomada de decis\u00e3o, como agravamento cl\u00ednico, risco de morte ou transplante;<\/span><\/li>
- Suporte em casos cr\u00edticos: acolher em momentos como luto e media\u00e7\u00e3o de not\u00edcias dif\u00edceis;<\/span><\/li>
- Aux\u00edlio pr\u00e9-cir\u00fargico: preparar o paciente para reduzir a ansiedade e riscos cl\u00ednicos associados, como o aumento da press\u00e3o arterial.<\/span><\/li><\/ul>
\u00a0<\/h2>Quais\u00a0 s\u00e3o as habilidades esperadas de um psic\u00f3logo hospitalar?<\/span>\u00a0<\/b><\/span><\/h2>A \u00e1rea evoluiu e exige um equil\u00edbrio entre <\/span>compet\u00eancias t\u00e9cnicas e comportamentais<\/b>:<\/span><\/span><\/p>- Hard Skills (t\u00e9cnicas): racioc\u00ednio cl\u00ednico especializado, conhecimento em psicopatologia e dom\u00ednio de protocolos interdisciplinares.<\/span><\/li>
- Soft Skills (comportamentais): \u201c\u00c9 fundamental ter criatividade, flexibilidade, resili\u00eancia, agilidade e capacidade de atuar sob press\u00e3o\u201d, analisa Dra. Danielle Watanabe. Empatia e comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o violenta completam o perfil.<\/span><\/li><\/ul>
\u00a0<\/b><\/span><\/h5>Em quais setores do hospital o psic\u00f3logo pode atuar?<\/b><\/span><\/h2>A atua\u00e7\u00e3o \u00e9 transversal e <\/span>acompanha o paciente em todas as etapas do cuidado<\/b>, ocorrendo em:<\/span><\/span><\/p>- Setores cr\u00edticos: UTIs e Prontos Atendimentos<\/span><\/li>
- Aten\u00e7\u00e3o especializada: ambulat\u00f3rios e cl\u00ednicas\u00a0<\/span><\/li>
- Carreira acad\u00eamica: ensino e pesquisa em grandes universidades e centros de pesquisa.<\/span><\/li><\/ul><\/li><\/ul>
\u201cA din\u00e2mica depende da organiza\u00e7\u00e3o de cada hospital. Se as \u00e1reas estiverem relacionadas com especialidades ou cl\u00ednicas m\u00e9dicas, usando a refer\u00eancia do InCor, o psic\u00f3logo pode atuar em frentes como v\u00e1lvula, coron\u00e1ria, pneumologia, pediatria, transplantes ou cuidados paliativos\u201d, exemplifica\u00a0 a psic\u00f3loga.\u00a0<\/span><\/p>\u00a0<\/h2>Como o psic\u00f3logo hospitalar atua para integrar paciente, fam\u00edlia e equipe?<\/b><\/span><\/h2>O psic\u00f3logo hospitalar <\/span>assume o papel de facilitador da comunica\u00e7\u00e3o<\/b>. \u201cEle ajuda o paciente a compreender o tratamento, acolhe as ang\u00fastias da fam\u00edlia e apoia a equipe na leitura das rea\u00e7\u00f5es emocionais e comportamentais\u201d, explica Dra. Danielle.<\/span><\/span><\/p>\u00a0O profissional contribui para alinhar expectativas e reduzir conflitos. Isso favorece a constru\u00e7\u00e3o de planos terap\u00eauticos mais individualizados \u00e0 realidade e necessidade de cada pessoa e, consequentemente, mais eficazes.<\/span><\/p>\u00a0<\/h2>Desafios e situa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas da \u00e1rea<\/span><\/strong><\/span><\/h2>Como o psic\u00f3logo hospitalar atua em casos de delirium ou altera\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia?<\/b><\/span><\/h2>Em <\/span>delirium <\/span><\/i>hiperativo ou misto, a intera\u00e7\u00e3o do paciente com o ambiente passa a ser justamente o grande desafio. Se no momento, a experi\u00eancia for de sofrimento emocional, esta precisa ser acolhida e cuidada.<\/span><\/span><\/p>\u201cMesmo com preju\u00edzo cognitivo ou flutua\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de consci\u00eancia, o paciente mant\u00e9m uma experi\u00eancia emocional ativa, mesmo que esta n\u00e3o fique registrada ou que seu sentido se sustente apenas no momento vivido\u201d, pondera.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>Cabe, por\u00e9m, ao psic\u00f3logo entender o objetivo de sua atua\u00e7\u00e3o, pois o paciente est\u00e1 limitado em sua capacidade de racioc\u00ednio e elabora\u00e7\u00e3o ps\u00edquica.\u201cO psic\u00f3logo ainda <\/span>pode orientar a equipe sobre comunica\u00e7\u00e3o simples, manejo ambiental e, principalmente, a atua\u00e7\u00e3o no suporte \u00e0 fam\u00edlia<\/b>. Isso envolve um outro desafio: o de diferenciar <\/span>delirium <\/span><\/i>de outros quadros ps\u00edquicos, contribuindo para interven\u00e7\u00f5es mais adequadas\u201d, completa.\u00a0<\/span><\/span><\/p>