{"id":53658,"date":"2020-01-23T15:38:36","date_gmt":"2020-01-23T18:38:36","guid":{"rendered":"https:\/\/eephcfmusp.org.br\/portal\/online\/?p=53658"},"modified":"2026-04-02T16:45:17","modified_gmt":"2026-04-02T19:45:17","slug":"importancia-da-medicina-de-emergencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hcxfmusp.org.br\/portal\/importancia-da-medicina-de-emergencia\/","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia da Medicina de Emerg\u00eancia"},"content":{"rendered":"
A emerg\u00eancia, ou o pronto-socorro, trabalha no esquema 24 por 7: nunca fecha e, l\u00e1, se espera de tudo \u2013 das patologias mais frequentes, como dor de garganta ou infec\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria, \u00e0s mais complexas, como infarto, sepse, traumas ou complica\u00e7\u00f5es infecciosas. O profissional de sa\u00fade envolvido nesse atendimento deve, portanto, conhecer de tudo um pouco, e esperar literalmente por qualquer coisa, o que mostra a import\u00e2ncia da Medicina de Emerg\u00eancia<\/strong>.<\/span><\/p>\n \u201cN\u00e3o queremos saber tudo sobre diabetes, n\u00e3o vamos discutir o uso de drogas orais para ela, mas sim como tratar uma emerg\u00eancia relacionada, como uma acidose ou estado hiperosmolar. Por isso, digo que, na emerg\u00eancia,<\/strong> temos os 15 minutos mais interessantes de todas as especialidades\u201d, diz Dr. Rodrigo Ant\u00f4nio Brand\u00e3o Neto, um dos coordenadores do curso de Medicina de Emerg\u00eancia<\/span><\/a> do HCX.<\/span><\/p>\n O m\u00e9dico explica que, desde a d\u00e9cada de 1990, a disciplina de Emerg\u00eancias Cl\u00ednicas do HC conduzia um curso semelhante \u2013 que cobria especificamente essa parte cl\u00ednica, como infarto, pneumonia ou choque s\u00e9ptico -, mas emerg\u00eancia n\u00e3o era, ent\u00e3o, considerada uma especialidade, o que s\u00f3 se tornaria realidade no Brasil em 2015.<\/span><\/p>\n \u201cJ\u00e1 naquela \u00e9poca, o curso fazia sucesso e causava impacto, porque muitos profissionais que trabalham no setor ficam, por vezes, inseguros com o que fazer. Geralmente, entram no pronto-socorro os rec\u00e9m-formados, e isso n\u00e3o \u00e9 o ideal, pois \u00e9 um local que deveria contar com pessoas com melhor forma\u00e7\u00e3o\u201d, ele defende.<\/span><\/p>\n Com a concretiza\u00e7\u00e3o da especialidade, surgiu a resid\u00eancia na \u00e1rea, e os professores identificaram a necessidade de abordar as emerg\u00eancias que fugiam do escopo cl\u00ednico, como as relacionadas a traumas, ou tudo que poderia ser encontrado em um pronto-socorro. Tornou-se mais transparente a import\u00e2ncia da Medicina de Emerg\u00eancia<\/strong>.<\/span><\/p>\n \u201cAqui no HC, temos o luxo de ter um PS multidisciplinar, mas, na maior parte dos lugares, isso n\u00e3o ocorre, e pode haver s\u00f3 um m\u00e9dico. Ele precisa ver todas as circunst\u00e2ncias, ter uma base de tudo, pois faz o primeiro atendimento. Por isso, desenvolvemos esse curso com um escopo ainda maior em rela\u00e7\u00e3o a especialidades cir\u00fargicas tamb\u00e9m\u201d, explica Dr. Rodrigo.<\/span><\/p>\n H\u00e1, ainda, a quest\u00e3o econ\u00f4mica para os hospitais \u2013 a literatura diz que ter um especialista n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o vi\u00e1vel; quem atender na \u00e1rea deve, preferencialmente, saber resolver tudo, e da\u00ed a necessidade de um curso para de fato formar, ou atualizar, esse profissional.<\/span><\/p>\n \u201cRecebemos muitos alunos jovens, que v\u00e3o trabalhar em emerg\u00eancia ou querem se preparar para uma prova, um concurso. Mas eu diria que grande parte do p\u00fablico \u00e9 o m\u00e9dico que j\u00e1 trabalha no PS e precisa se atualizar. O conte\u00fado oferecido tamb\u00e9m \u00e9 de grande utilidade para quem vai prestar a prova de t\u00edtulo da especialidade\u201d, refor\u00e7a.<\/span><\/p>\n O HCX tem inscri\u00e7\u00f5es abertas para o curso online; o blog j\u00e1 fez uma apresenta\u00e7\u00e3o do curso<\/span><\/a> com um de seus coordenadores, o Dr. Julio F. M. Marchini, supervisor suplente da resid\u00eancia de Medicina de Emerg\u00eancia do HCFMUSP<\/span><\/a>.<\/span><\/p>\n Tamb\u00e9m coordenador do curso, o Prof. Dr. Heraldo Possolo de Souza ressalta seu conte\u00fado atualizado anualmente.<\/span><\/p>\n Ele lembra que o conhecimento m\u00e9dico, especificamente, dobra a cada dois ou tr\u00eas anos: \u201cNo fim da d\u00e9cada de 1970, surgiu uma abordagem muito mais estat\u00edstica para a Medicina, e foi quando nasceu a Medicina baseada em evid\u00eancias. Hoje, tenho que ter uma evid\u00eancia cient\u00edfica s\u00f3lida e uma base estat\u00edstica muito grande; tenho que ter o cuidado com o paciente, o que vai resultar em um tratamento melhor. A medicina que eu aprendi j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o v\u00e1lida, porque tem uma abordagem muito diferente. O conhecimento m\u00e9dico muda muito, e est\u00e1 cada vez mais espec\u00edfico; aquilo que hoje voc\u00ea usa como tratamento daqui um ano voc\u00ea n\u00e3o usar\u00e1 mais, o que refor\u00e7a a import\u00e2ncia da Medicina de Emerg\u00eancia<\/strong>\u201d, diz Dr. Heraldo. Por isso, o curso oferecido pelo HCX \u00e9 atualizado todos os anos; n\u00e3o h\u00e1 repeti\u00e7\u00e3o de conte\u00fado.<\/span><\/p>\n Dr. Heraldo acredita que a Medicina de Emerg\u00eancia<\/a> seguir\u00e1 a mesma rota da Medicina Intensiva<\/a><\/span>.<\/span><\/p>\n Ele lembra que, h\u00e1 cerca de 20 anos, foi criada a especialidade da intensiva; no in\u00edcio, ent\u00e3o, conviviam na \u00e1rea o m\u00e9dico n\u00e3o especialista e o que tinha se formado na \u00e1rea. \u201cHoje, em qualquer UTI do Brasil, voc\u00ea encontra 60%, 90% de m\u00e9dicos com forma\u00e7\u00e3o em Medicina Intensiva, e os poucos que n\u00e3o t\u00eam s\u00e3o os mais antigos, terminando a carreira\u201d, diz.<\/span><\/p>\n Para Dr. Heraldo, a Medicina de Emerg\u00eancia passar\u00e1 por isso; \u201choje ainda encontramos em PS m\u00e9dicos de todas as especialidades, mas acho que em 10, 20 anos isso acaba. Quem vai cuidar da \u00e1rea \u00e9 o m\u00e9dico de emerg\u00eancia, e quem estiver entrando no barco agora tem a chance de se colocar muito melhor nesse mercado. Do ponto de vista de carreira, \u00e9 muito promissor\u201d, prev\u00ea.<\/span><\/p>\n H\u00e1, tamb\u00e9m, o fato de o v\u00ednculo entre o m\u00e9dico e o paciente ter diminu\u00eddo muito: \u201c\u00c9 raro quem tem um m\u00e9dico de refer\u00eancia; atualmente, a porta de entrada \u00e9 o pronto-socorro, e cada vez mais ser\u00e1. A pessoa n\u00e3o quer esperar para marcar uma consulta daqui a dois dias; ela vai ao PS resolver um problema que nem seria do PS, e \u00e9 muito pouco prov\u00e1vel que nosso sistema de sa\u00fade mude nesses pr\u00f3ximos 20 ou 30 anos. Cada vez mais, teremos mais prontos-socorros, o que s\u00f3 aumenta a import\u00e2ncia da Medicina de Emerg\u00eancia<\/strong>\u201d, avalia Dr. Heraldo.<\/span><\/p>\n Assim, quem entra na especialidade precocemente estar\u00e1 na vanguarda. Ao prever isso, o curso conta com aulas de gerenciamento, porque entende estar preparando quem ser\u00e1 o respons\u00e1vel pelo pronto-socorro daqui pra frente.<\/span><\/p>\n A especializa\u00e7\u00e3o alia uma vis\u00e3o pr\u00e1tica incompar\u00e1vel na Unidade de Emerg\u00eancias do Instituto Central do HCFMUSP, guiada pelos melhores experts do Brasil. \u00c9 a forma\u00e7\u00e3o imprescind\u00edvel para quem busca o selo de excel\u00eancia USP e quer protagonizar o futuro da emerg\u00eancia no pa\u00eds.<\/p>\nPor que Medicina de Emerg\u00eancia?\u00a0<\/strong><\/span><\/h2>\n
O futuro da Medicina de Emerg\u00eancia<\/strong><\/span><\/h2>\n
P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Medicina de Emerg\u00eancia USP?<\/b><\/span><\/h3>\n