{"id":56010,"date":"2020-02-11T11:55:43","date_gmt":"2020-02-11T14:55:43","guid":{"rendered":"https:\/\/eephcfmusp.org.br\/portal\/online\/?p=56010"},"modified":"2025-07-23T16:09:02","modified_gmt":"2025-07-23T19:09:02","slug":"residencia-medica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hcxfmusp.org.br\/portal\/residencia-medica\/","title":{"rendered":"Resid\u00eancia m\u00e9dica: 40% das vagas n\u00e3o est\u00e3o ocupadas no Pa\u00eds"},"content":{"rendered":"

A Resid\u00eancia M\u00e9dica<\/strong> (RM) \u00e9 uma das fases mais importantes para o profissional da sa\u00fade; durante esta etapa acontecem as principais viv\u00eancias na \u00e1rea em que o m\u00e9dico ir\u00e1 se especializar. Essa modalidade de ensino de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, que confere o t\u00edtulo de especialista, completou 75 anos em 2019 \u2013 uma conquista para a medicina como um todo.<\/span><\/p>\n

E qual \u00e9 o retrato da RM hoje? De acordo com os dados divulgados na Demografia M\u00e9dica no Brasil<\/a>, da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (FMUSP)<\/a><\/span>, Conselho Federal de Medicina (CFM)<\/a><\/span> e Conselho Regional de Medicina do Estado de S\u00e3o Paulo (Cremesp)<\/a><\/span>, no Pa\u00eds, cerca de 40% das vagas de resid\u00eancia m\u00e9dica n\u00e3o s\u00e3o ocupadas.<\/span><\/p>\n

\u201cA Resid\u00eancia M\u00e9dica<\/strong>, da forma como \u00e9 estruturada atualmente, come\u00e7ou em 1977 no Brasil, pelo Decreto n\u00ba 80.281. Os m\u00e9dicos s\u00f3 ingressam em programas de RM ap\u00f3s um processo seletivo e chamamento p\u00fablico, e o tempo de especializa\u00e7\u00e3o costuma durar entre dois e cinco anos, dependendo da atua\u00e7\u00e3o\u201d, explica a Profa. Vera Koch, presidente da Comiss\u00e3o de Resid\u00eancia M\u00e9dica (COREME) da Faculdade de Medicina da USP<\/a><\/span>.<\/span><\/p>\n

Em car\u00e1ter explorat\u00f3rio, a partir de documentos e consultas aleat\u00f3rias, o estudo Demografia M\u00e9dica no Brasil levantou que o problema \u00e9 multifatorial, decorrente de diferentes situa\u00e7\u00f5es. Parte das vagas de RM deixa de ser preenchida mesmo com candidatos selecionados e aptos. Os principais motivos s\u00e3o: desist\u00eancias de m\u00e9dicos residentes de 1\u00ba ano, que deixam de se apresentar ao programa ou de justificar a aus\u00eancia, matr\u00edcula em outro programa que tenha gerado vaga, incompatibilidade com a RM escolhida e dificuldade de adapta\u00e7\u00e3o ao local da oferta.<\/span><\/p>\n

O estudo mostra que a grande maioria dos egressos (80,2%) pretende fazer Resid\u00eancia M\u00e9dica<\/strong>. Nesse grupo, 57,8% t\u00eam a inten\u00e7\u00e3o de cursar a modalidade em outra escola ou institui\u00e7\u00e3o que n\u00e3o aquela onde estudou; j\u00e1 os outros 22,4% devem seguir no mesmo local em que conclu\u00edram o curso \u2013 entre os m\u00e9dicos de escolas p\u00fablicas, 34% t\u00eam essa inten\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n

Ainda no levantamento realizado, a pesquisa revela que na regi\u00e3o Sudeste \u00e9 onde se encontra o maior \u00edndice de m\u00e9dicos residentes (58,5%) do Pa\u00eds. Entre as 55 especialidades m\u00e9dicas, reconhecidas pela Comiss\u00e3o Mista de Especialidades (CME), 40% dos m\u00e9dicos residentes de todo territ\u00f3rio nacional est\u00e3o concentrados nas \u00e1reas de Cl\u00ednica M\u00e9dica, Pediatria, Cirurgia Geral e Ginecologia Obst\u00e9trica.<\/span><\/p>\n

Outro estudo sobre o tema, via Sistema Informatizado da Comiss\u00e3o Nacional de Resid\u00eancia M\u00e9dica (SisCNRM) e Sistema de Informa\u00e7\u00f5es Gerenciais do Pr\u00f3-Resid\u00eancia (SIGResid\u00eancias), divulgado na revista Consensus, ve\u00edculo do Conselho Nacional de Secret\u00e1rios de Sa\u00fade (Conass)<\/a><\/span>, afirma que o n\u00famero de vagas de resid\u00eancia autorizadas \u00e9 de 56.255, sendo 40.333 ocupadas. A taxa de ociosidade m\u00e9dia das vagas no Brasil \u00e9 de 29,3%, com os maiores \u00edndices nos Estados do Amap\u00e1, Roraima, Alagoas e Mato Grosso do Sul.<\/span><\/p>\n

N\u00e3o passei na resid\u00eancia m\u00e9dica: o que fazer?<\/strong><\/span><\/h3>\n

Aos que n\u00e3o conseguem aprova\u00e7\u00e3o imediata na RM, ap\u00f3s finalizar o curso de Medicina, h\u00e1 op\u00e7\u00f5es vi\u00e1veis e compensadoras de estudo para se preparar e buscar nova tentativa.<\/span><\/p>\n

\u201cUma boa alternativa \u00e9 investir em cursos de especializa\u00e7\u00e3o; o profissional pode utilizar esse intervalo n\u00e3o apenas para revisar, mas para somar conhecimento em subespecialidades, al\u00e9m de desenvolver aptid\u00e3o tamb\u00e9m pr\u00e1tica para conduzir exames e tratamentos. Em uma nova tentativa de prova, se sentir\u00e1 mais seguro e ter\u00e1 o conhecimento mais maduro e aperfei\u00e7oado\u201d, sugere a Profa. Vera Koch.<\/span><\/p>\n

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