Podemos definir as ciências forenses como um conjunto de conhecimentos científicos e técnicos que auxiliam na resolução de processos cíveis e penais, incluindo crimes como assassinatos.
Em resumo, essa área está ligada ao Judiciário para auxiliar os profissionais na produção de evidências materiais nos casos que serão julgados.
As ciências forenses despertam interesse, especialmente quando assistimos atentos a séries policiais e filmes de suspense que desvendam crimes intrigantes. Elas representam um campo, complexo e envolvente, destinado a desvendar mistérios.
Quais as áreas das ciências forenses?
Dentre as áreas que compõem este conhecimento, podemos citar a balística, medicina legal, antropologia, psiquiatria, química, papiloscopia, odontologia, biologia forense, entre outras.
É possível ainda realizar subdivisões mais específicas, como a coleta de vestígios biológicos, estudo da tricologia, análise entomológica, investigação botânica e pesquisa genética.
“Cada vez mais, a área se amplia, aumentando a diversidade de disciplinas e conhecimentos científicos disponíveis para aplicação forense”, explica Dra. Cintia Fridman Rave, professora associada livre docente do Departamento de Medicina Legal, Bioética, Medicina do Trabalho e Medicina Física e Reabilitação da FMUSP; e Coordenadora do Curso de Especialização em Ciências Forenses.
Ela também esclarece que perícia criminal e ciências forenses são conceitos distintos: “As ciências forenses geram todo o conhecimento técnico e científico, validando procedimentos e técnicas para a utilização na perícia criminal”.
Quem pode atuar como cientista forense?
O principal requisito para se tornar um cientista forense é ter formação superior e buscar especialização em uma das disciplinas que compõem a área.
Após essa etapa, o profissional poderá se adaptar aos requisitos específicos da oportunidade de sua escolha; para ser perito criminal, por exemplo, é necessário passar em um concurso público.
Embora a função de perito criminal possa ser desejada, as oportunidades de emprego neste setor incluem também a pesquisa acadêmica em universidades, a atuação como assistente técnico contratado por uma das partes envolvidas no caso – para analisar laudos e evidências – e até mesmo a criação de uma empresa de consultoria.
“É notável o crescimento da privatização na área, ampliando suas possibilidades de atuação. Não é mais necessário trabalhar apenas na parte criminal ou passar em um concurso público”, destaca a Dra. Cintia.
Como se especializar na área?
Uma excelente opção é a Especialização em Ciências Forenses, com professores renomados da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), de outras Unidades da USP, da Polícia Federal e Polícia Científica de São Paulo.
O curso alia teoria (EAD) e uma aula prática no Departamento de Medicina Legal da FMUSP, e capacita profissionais com todas as competências exigidas pelo mercado de trabalho. Ao todo são 450 horas de conteúdo de excelência.
“No Brasil, não existe uma graduação específica em ciências forenses; o que observamos são cursos especializados”, explica a Dra. Cintia.
Outros diferenciais oferecidos são networking com grandes especialistas em ciências forenses e visita técnica ao Instituto de Criminalística (IC).
Para se matricular, é necessário ser graduado nas áreas de biologia, química, biomedicina, medicina, farmácia, direito, odontologia, veterinária e afins. Acesse o curso e saiba mais!