A saúde digital é um conjunto de recursos poderosos, tecnológicos e metodológicos, que impacta desde a inovação de processos à logística. Em outras palavras, caminhamos para uma nova era, em que os cuidados ultrapassarão as paredes dos hospitais e consultórios – evoluiremos para saúde conectada (Saúde do Futuro).

Dados da consultoria Global Market Insights apontam que o investimento no setor é uma tendência. É previsto que o mercado de saúde digital  atinja mais de US$ 981,5 bilhões no mundo até 2032.

“Há diversos recursos digitais nesta evolução, como a inteligência artificial na saúde, prontuário eletrônico, prescrição eletrônica, RNDS, Impressão 3D, Realidade Combinada e outros recursos, como biossensores ou sistemas vestíveis”; é o que explica o Dr. Chao Lung Wen, Professor Associado da USP com Doutorado em Informática Médica e Livre Docência em Telemedicina pela FMUSP.

Ou seja, a saúde conectada está diretamente ligada aos cuidados integrados. “E, naturalmente, os cuidados em domicílio avançam; o telemonitoramento, as teleorientações são fundamentais dentro desse processo”, completa.

A inovação deve resolver um problema antigo: a expectativa de vida aumentou, mas a qualidade de vida não acompanhou essa evolução. Por isso, é preciso investir numa logística em saúde eficaz que priorize a inovação.

Quais tendências e tecnologias estão revolucionando o setor da saúde digital?

1) Inteligência artificial e IA generativa na saúde

As aplicações de inteligência artificial na saúde são diversas, mas passam por processos assistenciais e educacionais. Há também possibilidade de saúde preditiva, medicina de precisão criação de novos medicamentos e análise de um grande volume de dados do big data na saúde.

2) Tecnologias vestíveis

Relógios e biossensores, podem armazenar sinais vitais, o que é útil para um das aplicações da telemedicina: o telemonitoramento. 

Ou seja, mesmo à distância, os médicos têm acesso aos dados do paciente e podem intervir em caso de dados fora da normalidade.

A iniciativa é especialmente útil para doenças crônicas e altas hospitalares de casos sensíveis. Isso é possível graças à internet das coisas na saúde.

Na prática, acontece a transmissão de dados em tempo real para dispositivos que armazenam, sistematizam e comunicam informações.

3) Inteligência artificial na saúde domiciliar, com Casas Inteligentes

Uso de tecnologias como assistentes virtuais como Alexa, Google Home, entre outros. “A inteligência artificial domiciliar significa casas inteligentes ou casas conectadas, isso nos permite avançar na saúde distribuída ou telecuidado domiciliar”, pontua o Dr. Chao.

4) Impressão 3D

Aplicações como simulações de cirurgias complexas, próteses personalizadas, além de as bioimpressoras para cirurgias reparatórias, como de produção de pele artificial.

“A tecnologia da impressão 3D deve avançar muito nesse segmento da saúde, seja assistencial ou eventualmente educacional”, adianta o Professor Associado da USP.

5) Realidade combinada

Uma das aplicações possíveis é o óculos de realidade mista (uma união de realidade virtual e da realidade aumentada), que pode ser utilizado em cirurgias, para ampliar a visão do médico para articulações do paciente, por exemplo. 

6) Robô de telepresença profissional

Para o uso hospitalar, em cirurgias à distância, por exemplo, ou domiciliar para auxiliar o paciente, para consultas e monitoramento remoto. 

Ou seja, os cuidados integrados para além do hospital como centro de todo atendimento – a telemedicina na prática.

Por que os profissionais de saúde precisam entender sobre saúde digital?

Entender sobre o tema é fundamental para garantir cuidados integrados de qualidade ao paciente, alinhados à nova era. E se engana quem acredita que apenas profissionais da gestão em saúde devem acompanhar esta evolução. 

“Então, um futuro profissional que não saiba como fazer questionamentos, como projetar a ideia da saúde preditiva, perderá a competitividade”, alerta Dr. Chao.

Para explicar essa relação entre não acompanhar os novos aprendizados, o especialista recorre a uma analogia: “Se as pessoas não aprenderem saúde digital, serão profissionais à semelhança do motorista que usa apenas mapa-guia. Enquanto que quem aprende saúde digital serão médicos equivalentes aos motoristas de hoje que usam fundamentalmente Waze e Google Maps para ir de um ponto a outro”, avalia.

O especialista é também autor do livro “História da Telemedicina e Telessaúde”. Atua em eventos de destaque, como o Evento de Núcleos de Telessaúde, a convite da secretária da Secretaria de Informação e Saúde Digital, Dra. Ana Estela Haddad, na liderança há 19 anos, e do Diretor Dr. Cleinaldo Costa (DESD/SEIDIGI). Esteve presente na primeira reunião na OPAS, no início de dezembro de 2024, responsável pela indução do Programa Nacional de Telessaúde (2007).

MBA em Saúde Digital 

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