A dietoterapia para diabetes é um conjunto de orientações alimentares que ajudam no controle da doença.

As práticas auxiliam a regular os níveis de glicose no sangue, garantindo uma alimentação mais saudável e segura.

Investir em um plano alimentar adequado e hábitos saudáveis garante que o paciente tenha mais qualidade de vida. 

Dietoterapia para diabetes e macronutrientes

Conforme a Dra. Aline Vial Cobello, nutricionista no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP), as recomendações de dietoterapia para diabetes, separadas por macronutrientes são as seguintes: 

  • Carboidratos: as recomendações podem ser individualizadas, dependendo da análise geral do quadro do paciente. Mas, como base, as recomendações para população em geral são ingestão não inferior a 130 g/dia para adultos e 175g/dia para gestantes.

Os valores são considerados pelo carboidrato ser uma importante fonte de substrato energético cerebral e para outros processos metabólicos. 

“Com relação ao índice glicêmico e carga glicêmica não existe uma recomendação de uso pois vários fatores podem alterar o índice glicêmico (IG) do alimento ou a carga glicêmica (CG) da refeição”, explica a profissional. 

  • Proteína:  0,8–1,5 g/kg de peso corporal/dia ou 15–20% do total de calorias.
  • Lipídeos: é preciso evitar o consumo excessivo de gorduras como a trans (encontrada em alimentos processados) e a saturada (encontrada em alimentos de origem animal e industrializados). 

“O tipo de gordura consumida é mais importante do que a quantidade total de gordura. Além disso, a porcentagem de calorias totais provenientes de gorduras saturadas deve ser limitada”, alerta a Dra. Aline. 

  • Suplementação de vitaminas e minerais: recomendado somente quando há deficiência de determinado nutriente. 

 Quais são as orientações nutricionais para quem tem diabetes?

Além de seguir a dietoterapia para diabetes considerando os macronutrientes, é essencial seguir hábitos alimentares, como: 

  • Se alimentar a cada 3 horas e com horários regulares;
  • Evitar uso de açúcar de adição;
  • Consumir frutas ao invés de sucos;
  • Consumir alimentos integrais em substituição aos refinados;
  • Consumir diariamente legumes e verduras no almoço e jantar;
  • Evitar alimentos gordurosos e frituras;
  • Preferir leite e derivados semidesnatados ou desnatados.

Quais os desafios para o nutricionista?

A dietoterapia para diabetes é essencial para o manejo da doença, mas é preciso superar os obstáculos: 

  • Individualização do plano alimentar: a recomendação da dieta para quem tem diabetes precisa considerar uma variedade de fatores, como idade, sexo, nível de atividade física, comorbidades (outras doenças associadas) e hábitos alimentares. Um plano alimentar coerente deve controlar os níveis de glicose e ser sustentável. 
  • Adesão ao tratamento: é preciso “desenvolver ferramentas para melhorar a adesão do paciente ao tratamento”, orienta a especialista. Para isso, deve-se acompanhar as novas diretrizes relacionadas à diabetes e investir em uma formação especializada. 

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