A telemedicina é um dos métodos inovadores que tem ajudado a levar informação, assistência e promoção à saúde para diversos pacientes, independente da distância física. Porém, este recurso não substitui a medicina tradicional, e um dos desafios da área é ter profissionais altamente capacitados.
Desde a pandemia de Covid-19 (março de 2020), com o isolamento social, a saúde digital como um todo vem crescendo no Brasil e no mundo. As estimativas são de que o mercado global de Saúde Digital, em 2025, esteja em torno de US$ 350 bilhões, com perspectiva de alcançar USD 900 bilhões e 1 trilhão em 2030.
“A telemedicina expande a medicina tradicional para criar algo que eu chamo de ‘medicina conectada’, ou um recurso no qual o médico pode acompanhar ou cuidar dos pacientes independente do local físico. Através dela, conseguimos criar uma linha de cuidado e evitar uma jornada de deslocamento desnecessário”, aponta Dr. Chao Lung Wen, coordenador do MBA em Saúde Digital: Telemedicina de Logística e Telessaúde Integrada do HCX FMUSP.
Desafios no mercado de trabalho
A tecnologia e a inovação estão crescendo muito rapidamente na área da saúde. A inteligência artificial, por exemplo, tem sido uma excelente ferramenta para ajudar na investigação, diagnósticos de diversas doenças, automações, desenvolvimento de raciocínios clínicos etc.
Dr. Chao ressalta que essa evolução tende a expandir para além dos hospitais e centros médicos, indo para as casas das pessoas. Na medida em que a população está envelhecendo, a busca pela telemedicina e as assistências a distância também vão aumentar ainda mais.
Entretanto, para que o mercado da saúde acompanhe essa evolução, é preciso superar alguns obstáculos. “O nosso grande desafio não é exatamente a tecnologia; é a educação, a formação estruturada e contínua dos profissionais, desde a graduação, residência até a atualização de quem já está formado. Além disso, é preciso educar a população em geral sobre o que é telemedicina e os cuidados quando se está usando essa modalidade de atendimento. Muitos pacientes não entendem, então nós precisamos nos formar nesse processo. Por fim, precisamos preparar os gestores para que não simplifiquem a telemedicina como um substituto barato a um atendimento presencial, mas que inova processos, que melhora a eficiência do sistema e aumenta a humanização”.
Telemedicina é regulamentada pelo CFM deste 2022
Dr. Chao Lung Wen também faz parte da Comissão de Informática em Saúde e Telemedicina do Conselho Federal de Medicina e foi um dos responsáveis pela elaboração da Resolução 2.314, aprovada dia 20 de abril de 2022. “A telemedicina está regulamentada no sentido ético de exercício pelo Conselho Federal de Medicina, que definiu vários parâmetros para a atividade, inclusive a necessidade de uma capacitação prévia”, reforça.
De acordo com o CFM, a telemedicina é um exercício da medicina. Ou seja, só pode ser exercida por um médico, assim como cada profissão da saúde deve ter sua regulamentação específica para que o profissional possa exercer esse modo de trabalho, como a enfermagem, farmácia, psicologia, entre outras, como prevista na Lei Federal 14.510 de 27-12-22. Além das normas do CFM, o uso da telemedicina também precisa respeitar a Lei Geral de Proteção Dados (LGPD) e a Lei de Telessaúde. “Podemos também dizer que ela é um dos itens da telessaúde, porque é uma lei aplicada para todas as profissões da área da saúde”, complementa.
MBA em Saúde Digital: capacitação profissional oferecida pelo HCFMUSP
O MBA em Saúde Digital: Telemedicina de Logística e Telessaúde Integrada do HCX FMUSP é uma oportunidade de capacitação profissional nos diversos aspectos relacionados com o assunto. Entre os temas abordados no curso estão Ética e Segurança Digital, Aspectos Ético-Jurídicos, Teleassistência e linhas de cuidados, Telessaúde de Bem-Estar e Estilo de Vida, Desenvolvimento Organizacional e Acreditação, Inteligência Artificial e Robótica, Gestão e Inovação, Educação Digital Metacognitiva e Telessaúde nas Escolas, Gestão de Dados, entre outros.
As aulas são a distancia na modalidade de EaD Metacognitivo, o que permite mais flexibilidade ao aluno, e são ministradas por profissionais com ampla experiência prática e que fizeram parte de diversas ações, projetos e programas que regulam a telessaúde no país.
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