O curso de especialização em Saúde da População LGBTQIAP+ do HCX Fmusp, braço de gestão do conhecimento do Hospital das Clínicas da USP, é uma iniciativa pioneira no Brasil.
A formação pretende dar ferramentas para uma saúde mais inclusiva, com o efetivo cuidado integral e qualificado.
Estatísticas confirmam a necessidade da formação: 57% dos ginecologistas e obstetras brasileiros nunca receberam formação específica sobre saúde LGBTQIAP+ na graduação e, em levantamento realizado em 2018 no Distrito Federal, 40% dos médicos heterossexuais ainda não sabiam que a homossexualidade não é considerada uma doença.
Objetivo do curso em saúde LGBTQIAP+: qualificação para prática clínica multiprofissional
O curso foi criado para lidar com problemas críticos, como a discriminação no atendimento e as barreiras que dificultam o acesso à saúde e cuidado integral.
“A abordagem multiprofissional é essencial, uma vez que as questões relacionadas à saúde da população LGBTQIAP+ envolvem uma complexidade de fatores que vão além das competências de uma única disciplina, e os profissionais de saúde precisam estar preparados para colaborar de maneira eficaz na promoção da saúde e bem-estar dessa população”, explica o psiquiatra Daniel Mori, coordenador do curso e do ambulatório transdisciplinar do IPq (Instituto de Psiquiatria).
Diferenciais e grade curricular
Carga horária ampliada: formação com 456 horas, superior à média de cursos similares, garantindo aprofundamento e consistência na formação.
Reconhecimento pelo MEC: primeira pós-graduação do gênero aprovada e regularizada pelo MEC (Ministério da Educação), assegurando validade nacional e respaldo institucional.
Aprendizado aplicado e pronto para a prática clínica: você aprende a desenvolver raciocínio clínico multiprofissional – desde avaliar, planejar e implementar intervenções de forma integrada. “A ideia é aprofundar nas particularidades em saúde, mas de uma maneira muito mais multidisciplinar e acadêmica”, destaca o Dr. Daniel.
Aulas com especialistas em saúde LGBTQIAP+: aprenda com especialista de elite a abordagem clínica integrada aos aspectos sociais e culturais da saúde LGBTQIAP+, incluindo os desafios associados a essas questões.
Capacitação alinhada ao mercado de trabalho: o aluno sai preparado para atuar em diferentes contextos de saúde, incluindo unidades assistenciais e serviços especializados. Formação que integra identidade de gênero e orientação sexual sob a ótica de diferentes especialidades, integrando ainda serviço social e antropologia.
Saúde LGBTQIAP+ na prática clínica e os impactos do estresse de minorias na saúde mental
Apesar dos avanços na formação em saúde LGBTQIAP+, a prática clínica voltada a essa população ainda enfrenta desafios importantes. O discurso de inclusão, infelizmente, ainda não se reflete plenamente na realidade assistencial.
O estudo “População LGBTQIA+: diversidade, direitos e acesso a serviços de saúde no Brasil”, do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, aponta alguns dos principais obstáculos. São eles:
- Barreiras de acesso: a população LGBTQIA+ pode enfrentar dificuldades de acesso a serviços de saúde adequados devido à discriminação e estigmatização.
- Violência e confiança: episódios de violência e discriminação nos serviços de saúde minam a confiança da população LGBTQIA+ nos atendimentos.
- Orçamento insuficiente: a dotação orçamentária para políticas de saúde LGBTQIA+ é insuficiente para a implementação de ações específicas necessárias.
- Necessidade de educação: há uma demanda por programas de educação em saúde e sexualidade que abordem a diversidade e promovam cuidados adequados desde a pré-adolescência.
Nesse cenário, o grupo enfrenta altos índices de depressão e ansiedade. “Não por ser LGBTQIAP+, mas porque é uma população vulnerável que sofre mais com o preconceito e está sujeita ao estresse de minorias, o que acaba tendo impacto enorme na saúde”, elucida o psiquiatra.
Educação continuada na saúde LGBTQIAP+: solução para melhorar a prática clínica e reduzir lacunas de formação
O curso em Saúde LGBTQIAP+ surge para preencher a lacuna nas formações da área, atuando como catalisador de conhecimento científico e prática clínica atualizada.
“Daí a importância de primeiro colocar o aluno em contato com uma rede de especialistas que têm familiaridade e já estudam essa temática, para que o aluno também aprenda, se atualize, tenha acesso a conteúdo de qualidade e possa se instrumentalizar”, argumenta o psiquiatra.
Transforme sua prática médica e seja um profissional completo, desejado pelo mercado. Formação oferecida pelo HCX Fmusp – centro de ensino do maior complexo hospitalar da América Latina e entre os melhores do mundo.
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