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Engenharia Clínica é uma área originada da Engenharia Biomédica, responsável pela gestão do parque de dispositivos médicos das unidades de saúde. 

Seu escopo abrange desde garantir a disponibilidade até o adequado funcionamento e utilização dos equipamentos médicos. Outras obrigações passam pela seleção e recomendação de tecnologias, além da instalações e manutenções planejadas e corretivas. 

“A demanda por profissionais qualificados nessa área é crescente, acompanhando a tendência de uma saúde cada vez mais tecnológica, que caminha para uma autêntica transformação digital”, avalia o Prof. Fábio Corrêa, Diretor de Engenharia Clínica do HCFMUSP.

Case engenharia clínica HCFMUSP: R$ 1 milhão em custo evitado

A Engenharia Clínica é fundamental no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). “No complexo hospitalar, são mais de 600 mil m² de área construída, mais de 2,7 mil leitos, onde estão distribuídos aproximadamente mais de 40 mil equipamentos eletromédicos ou equipamentos hospitalares”, pondera o especialista. 

Sua influência pode gerar economias milionárias. Isso ocorreu com a implementação do Laboratório de Engenharia Clínica (Labec) no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP), que evitou o desembolso de recursos financeiros da instituição em mais de R$ 1 milhão.

E como isso foi possível? O Labec viabilizou a internalização das manutenções planejadas em mais de 7 mil equipamentos médicos e a realização de mais de 14 mil procedimentos, incluindo manutenção preventiva, calibração e testes de segurança elétrica nos institutos do complexo HC.

O que faz um engenheiro clínico?

Esse profissional gerencia todo o ciclo de vida de dispositivos médicos ligados ao tratamento dos pacientes.

 É ele quem garante que dispositivos médicos e equipamentos hospitalares atendam às necessidades clínicas, assegurando funcionamento seguro e eficiente durante todo o ciclo de vida (da aquisição à obsolescência).

Entre suas principais atividades estão ainda:

  • Dimensionar o parque de dispositivos médicos, de acordo com o perfil da instituição;
  • Avaliar e recomendar tecnologias para investimento e apoiar decisões estratégicas;
  • Gerir o parque tecnológico e garantir o funcionamento e a correta utilização dos dispositivos médicos;
  • Instalar equipamentos e realizar manutenções preventivas e corretivas;
  • Prevenir falhas ou disfunções, especialmente em procedimentos críticos;

Onde atua o engenheiro clínico?

O Engenheiro Clínico é um gestor responsável pelos dispositivos médicos de um estabelecimento de saúde. O avanço tecnológico das últimas décadas tornou esse profissional essencial para o sucesso no tratamento dos pacientes. 

“Como diversos gestores de saúde observam, “a saúde não tem preço, mas tem custo”. O principal papel do Engenheiro Clínico é garantir que o parque tecnológico de um estabelecimento de saúde seja adequado para sua operação, bem como avaliar os dados de operação, através de indicadores de desempenho, para prover informações concretas à alta gestão”, pontua o Prof. Fábio. 

Dessa forma, a tomada de decisão se torna mais assertiva, evitando custos desnecessários e garantindo melhores resultados no tratamento dos pacientes 

O trabalho do engenheiro clínico pode variar de acordo com seu local de atuação. Nos centros de saúde, ele pode atuar em diversas atribuições, como: 

  • Centro cirúrgico: realizar plantões em centros cirúrgicos e intervir rapidamente em caso de falhas técnicas;
  • UTI (Unidade de Terapia Intensiva): atuar em UTIs na equipe multiprofissional, contribuindo para a segurança de profissionais de saúde e pacientes;
  • Gestão do ciclo de vida dos equipamentos médicos: assegurar qualidade assistencial e prevenir prejuízos hospitalares, como quebras evitáveis de equipamentos;
  • Atuação técnica: atualizar softwares, calibrar equipamentos, programar  manutenções preventivas e analisar a obsolescência tecnológica; 

 

Locais de atuação do Engenheiro Clínico 

  • Instituições de saúde: atuar de maneira fixa em hospitais ou unidades de saúde, além de prestar consultoria personalizada;
  • Empresas de certificação de qualidade: contribuir para processos de avaliação, padronização e segurança de tecnologias em saúde;
  • Instituições de ensino superior: trabalhar como docente em universidades e na disseminação de conhecimento técnico.

 

Por que a engenharia clínica é estratégica?

Nos hospitais, os segundos contam: vidas dependem de procedimentos bem executados e dispositivos adequados em pleno funcionamento. Por isso, a engenharia clínica é mais que manutenção, mas um pilar de sustentação das instituições de saúde.

A área garante que os equipamentos corretos estejam disponíveis no momento e no local adequados para cada procedimento, além de contribuir para a padronização das melhores práticas. 

“A atuação do engenheiro clínico está diretamente ligada à segurança do paciente, garantindo mais precisão e confiabilidade em todos os contextos assistenciais”, destaca o Diretor.

Engenharia Clínica e Engenharia Biomédica: são a mesma coisa?

A principal diferença está no campo de atuação, ainda que o objeto de trabalho seja semelhante. Enquanto a Engenharia Biomédica está ligada à inovação e criação, a Engenharia Clínica foca na aplicação prática e segurança no uso das tecnologias em saúde.

Quem pode atuar como engenheiro clínico?

Embora seja possível obter uma vaga com formação correlata, as instituições de destaque têm se mostrado mais criteriosas em suas seleções, priorizando candidatos com formação específica. Por isso, investir na formação aprofundada é fundamental. 

Segundo a Glassdoor, a média salarial para Engenheiro Clínico em São Paulo é de R$ 6 mil a R$ 12 mil/mês. O valor pode ser ainda maior dependendo da instituição e nível de conhecimento do profissional.

Como se tornar um engenheiro clínico?

Em uma especialização em Engenharia Clínica, é possível adquirir conhecimentos específicos para lidar com os desafios dinâmicos dessa área. Além disso, a formação garante reconhecimento do mercado de trabalho, com posições de destaque. 

O HCX Fmusp promove o MBA em Engenharia Clínica, desenvolvido pelos melhores profissionais do Hospital das Clínicas da USP (HCFMUSP) e do mercado. 

A formação foi concebida considerando os cenários e desafios do setor, e auxilia o profissional a aperfeiçoar o processo decisório e implantar práticas de gestão transformadoras.

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