A Medicina do Estilo de Vida pesquisa a rotina do ser humano em relação à qualidade de vida. 

“Ela estuda os comportamentos, os hábitos — ou seja,  os fatores modificáveis da vida — que, eventualmente, podem agregar saúde, qualidade de vida e bem-estar”, 

pontua o professor Bruno Gualano, presidente do Centro de Medicina do Estilo de Vida da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). 

Para se ter uma ideia da sua importância, 80% das mortes prematuras de Doenças Crônicas Não Transmissíveis nas Américas estão relacionadas a doenças cardiovasculares, cânceres, doenças respiratórias crônicas e diabetes.

Estas podem ser evitadas com a redução do uso de tabaco, atividade física, menor consumo de álcool e dietas saudáveis.

 

Origem da Medicina do Estilo de Vida 

A tese não é nova. Desde a Antiguidade, estudiosos defendem a metodologia. “O pai da Medicina, Hipócrates, defendia que, na falta de alimento e exercício em quantidades adequadas, o corpo adoece. Essa é uma frase que marca profundamente o pensamento da Medicina do Estilo de Vida”, completa.

Hoje, uma série de estudos apresenta mais evidências científicas, além da criação de centros e cursos especializados, como o Centro de Medicina do Estilo de Vida da FMUSP.

 

Quais os pilares da Medicina do Estilo de Vida? 

Falar em pilares da Medicina do Estilo de Vida é como dizer que é preciso seguir uma cartilha, ignorando o todo. 

“O conceito de saúde é multidimensional, sendo considerados fatores como comportamento, ambiente, sociedade, cultura e genética”, avalia o especialista. 

Em outras palavras, não existe um estilo de vida perfeito para todas as pessoas, como se fosse uma receita de bolo. 

O professor Gualano também defende que é preciso evitar o “modelo idealizado de estilo de vida”, trabalhando com o paciente, pensando nas condições concretas — sua história, contexto objetivo e social.

 

Quais são os benefícios? 

Os benefícios da Medicina do Estilo de Vida são mudar hábitos que podem ser controlados, como comer melhor, dormir bem ou reduzir o estresse. 

“Os ganhos estão em melhorar a saúde geral do indivíduo, promover mais bem-estar e qualidade de vida”, avalia o presidente do Centro de Medicina do Estilo de Vida da FMUSP. 

 

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Mudar comportamento não é mágica, nem seguir uma receita pronta. A formação  foi construída com a prática clínica no Hospital das Clínicas da USP — o maior complexo hospitalar da América Latina e um dos melhores do mundo.

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