A seletividade alimentar se revela por meio da rejeição de alimentos, de um apetite reduzido ou do desinteresse por alimentos, impactando pessoas de todas as idades. 

Vale o lembrete: seletividade alimentar não é uma questão de “frescura” ou “birra”! 

Ela pode se manifestar em pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou pessoas sem outras condições subjacentes. Mas essa rigidez alimentar pode causar problemas de saúde e dificultar a vida social se não tratada. 

Primeiros sinais da seletividade alimentar

Os primeiros sinais da seletividade alimentar podem aparecer ainda nos meses iniciais da vida. São percebidos no choro, irritabilidade ou recusa em abrir a boca quando certos alimentos são oferecidos. 

“É, por exemplo, a criança que não come nenhuma fruta, ou nenhum legume verde ou nada em textura de purê ou crocante, nada com sabor acentuado como coentro ou páprica, ou nada de sabor muito suave como chuchu e couve-flor”, explica a nutricionista pediátrica e familiar Juliana Galvão. 

E completa: “Tudo isso, justificado de modo multifatorial, que engloba questões comportamentais, fisiológicas e orgânicas e/ou sensoriais”.  

Quais os principais sinais da seletividade alimentar?

A identificação envolve observar sinais que limitam a dieta. Conheça os indicadores importantes para diferenciar a condição de simples preferências alimentares: 

  • Reações intensas de nojo, ansiedade ou até mesmo pânico diante da exposição a certos alimentos;
  • Ingestão muito restrita ou ausente de grupos alimentares inteiros;
  • Forte preferência ou aversão por alimentos com texturas, cores ou odores específicos, levando a uma dieta limitada.

Quando a dificuldade alimentar se torna preocupante?

É importante que pais e pediatras monitorem os distúrbios alimentares, como a seletividade alimentar, em crianças e adolescentes.

A condição, se não tratada, pode causar baixo ou excesso de peso, deficiência de crescimento e impactar nas relações sociais e importantes questões psicossociais na criança e na família.

“Outras questões são deficiências nutricionais ou excessos, o que pode acarretar aumento dos triglicérides e hipercolesterolemia”, argumenta a especialista. 

E quando deve-se tornar alerta para a questão? “Assim que ela começa a aparecer. Se não houver intervenção precoce adequada, pode se intensificar e se perpetuar na vida adulta”, alerta Juliana. 

Como tratar? 

A seletividade alimentar pode e deve ser tratada a fim de minimizar os prejuízos físicos, metabólicos e psicossociais. 

“Deve ser feita uma avaliação completa e integrativa, por profissionais capacitados e, muitas vezes, requer olhar multiprofissional que pode exigir nutricionista, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e psicólogo, além do pediatra”, pontua a nutricionista. 

O tratamento pode também incluir: 

  • Terapia alimentar com a criança;
  • Orientação parental com a família e cuidadores; 
  • Suplementação conforme a necessidade individual.

Qual o papel do nutricionista?

O nutricionista atua no tratamento da seletividade alimentar, além de garantir a nutrição, crescimento e desenvolvimento adequado da criança; deve avaliar e intervir diante do comportamento alimentar disfuncional. 

“O raciocínio clínico deve estar sempre associado ao acolhimento da família com empatia e deve ser premissa dentro do contexto e complexidade do tratamento”, orienta a profissional. 

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